Twitter lança guerra contra vídeo com decapitação de jornalista

Publicado em 20/08/2014 às 16h51

James Foley em foto de 5 de novembro em Aleppo, na Síria (Foto: Nicole Tung/AFP)

James Foley em foto de 5 de novembro em Aleppo, na Síria (Foto: Nicole Tung/AFP) - decapitação de jornalista

O Twitter anunciou a suspensão das contas que compartilham um vídeo supostamente mostrando a decapitação do jornalista norte-americano James Foley, cuja autenticidade ainda não foi confirmada.

O CEO do serviço de microblogs, Dick Costolo, fez o anúncio após uma campanha no Twitter contra o compartilhamento desta e de outras gravações do grupo Estado Islâmico, que seria responsável pela morte de Foley. O jornalista, de 40 anos de idade, desapareceu há 2 anos quando fazia seu trabalho na Síria.

Milhares de usuários apoiaram a campanha #ISISmediablackout, que pede um embargo midiático ao EI, chamando-o pelo seu antigo nome, Isis.

Os simpatizantes da campanha acreditam que as imagens, além de macabras, servem de propaganda para o grupo – que neste caso, se beneficiaria do grande alcance das redes sociais para espalhar sua mensagem.

A autenticidade do material, divulgado pelo EI na internet, ainda não foi confirmada. O vídeo, chamado "Uma mensagem para a América", mostra um homem – identificado como James Foley – em uma vestimenta laranja, de joelhos, com uma paisagem desértica ao fundo, ao lado de outro homem encapuzado vestido de preto.

O homem de laranja transmite uma mensagem à família e relaciona sua iminente morte ao recente bombardeio americano no Iraque para combater o EI no norte do país. As imagens mostram a sua decapitação.

Mundo está chocado com assassinato de Foley, diz Obama - decapitação de jornalista

Diane e John Foley, pais do jornalista assassinado na Síria, falam com repórteres após terem conversado com o presidente americano, Barack Obama, do lado de fora de sua casa em Rochester  (Foto: Jim Cole/AP)

decapitação de jornalista: Diane e John Foley, pais do jornalista assassinado na Síria, falam com repórteres após terem conversado com o presidente americano, Barack Obama, do lado de fora de sua casa em Rochester (Foto: Jim Cole/AP)

Casa Branca e FBI confirmaram a autenticidade do vídeo de decapitação.
Barack Obama disse que grupo radical que matou jornalista é um 'câncer'. (decapitação de jornalista)

Em vídeo sem data de Foley, o militante acusa os EUA de atacar o grupo Estado Islâmico no Iraque (Foto: AP)

Em vídeo sem data de Foley, o militante acusa os
EUA de atacar o grupo Estado Islâmico no Iraque(Foto: AP)

O presidente americano, Barack Obama, declarou nesta quarta-feira (20) que o mundo inteiro está chocado com a execução do jornalista americano James Foley por militantes jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI). "Nenhum Deus justo apoiaria o que eles fizeram ontem", disse Obama sobre a decapitação de Foley pelo EI, mostrada em um vídeo divulgado pelo grupo.

Obama disse também que o grupo é um "câncer", que tem ideologia "falida", e que telefonou para a família do jornalista para expressar suas condolências. “Sua ideologia é fracassada. Eles podem dizer que estão em guerra com os Estados Unidos ou o Ocidente, mas o fato é que aterrorizam seus vizinhos e não lhes oferecem nada além de uma escravidão sem fim à sua visão nula e o colapso de qualquer definição de comportamento civilizado", disse a jornalistas.

O Estado Islâmico é um movimento radical que atua na Síria e no Iraque e que busca implantar um Estado fundamentalista islâmico na região.

Obama prometeu ainda que seu país não deterá os ataques aéreos contra o Estado Islâmico após a morte de Foley. “Os Estados Unidos continuarão a fazer o que precisamos para proteger nosso povo. Seremos vigilantes e implacáveis. Quando norte-americanos são feridos, em qualquer lugar, fazemos o que é necessário para que a justiça seja feita”, disse.

Compartilhamento do vídeo com decapitação de jornalista
A polícia britânica lembrou nesta quarta que assistir ao vídeo da decapitação de Foley pode constituir um crime. "Gostaríamos de lembrar ao público que assistir, baixar ou disseminar material extremista dentro do Reino Unido pode constituir um crime sob a legislação antiterrorista", declarou a polícia metropolitana em um comunicado.

O mesmo texto afirma que a polícia investiga o conteúdo do vídeo, depois de vários indícios que mostram que o jihadista que realiza a decapitação é um britânico, por seu sotaque e gírias.

A Casa Branca e o FBI confirmaram nesta quarta-feira a autenticidade do vídeo divulgado na terça-feira pelo Estado Islâmico, a organização extremista que opera na Síria e no Iraque.

O carrasco de Foley explica na gravação que o assassinato ocorre em resposta aos bombardeios americanos de posições da organização e ameaça executar outro refém jornalista se prosseguirem.

Na rede social Twitter circulam apelos com a hashtag #ISISmediablackout para que o vídeo não seja divulgado, com o argumento de que serve de propaganda aos assassinos.

A própria rede social e plataformas de difusão de vídeos como YouTube começaram a encerrar contas desde que a gravação foi divulgada.

Britânico
Parece 'cada vez mais provável' que o carrasco não identificado que aparece no vídeo do Estado Islâmico (EI) seja um britânico, declarou nesta quarta-feira à noite o primeiro-ministro David Cameron.

'Nós ainda não identificamos o indivíduo responsável por este ato, mas, tanto quanto pode ser determinado, parece cada vez mais provável que ele seja um cidadão britânico', disse o chefe governo ao sair de uma das muitas reuniões de crise presidida durante o dia. Vários especialistas haviam dado destaque ao sotaque britânico da pessoa que decapita do jornalista.

Categoria: Internacional
Tags: decapitação de jornalista, vídeo com decapitação de jornalista

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