Protestos na USP fecham portões de entrada do Campus SP

Publicado em 20/08/2014 às 06h42

Policiais usam escudos e bombas de gás contra manifestantes na USP (Foto: Reprodução/TV Globo)

Policiais usam escudos e bombas de gás contra manifestantes na USP (Foto: Reprodução/TV Globo)

Protestos na USP causam fechamento de ruas e confronto com a polícia

Protestos na USP: A Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar manifestantes que protestavam na manhã desta quarta-feira (20) na Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, Zona Oeste da capital paulista. Funcionários grevistas fecharam os portões do campus no fim da madrugada, mas, por volta das 6h30, apenas a entrada principal permanecia bloqueada.

Protestos na USP: Por volta das 6h15, os manifestantes que bloqueavam o portão da Rua Alvarenga, onde fica a entrada principal, bloquearam também a via. Com o objetivo de liberar a rua, os policiais militares utilizaram bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes reagiram com pedras e paus, além de colocarem fogo em faixas. Com medo do confronto, motoristas davam ré e faziam conversões proibidas.

O portão do Hospital Universitário foi liberado por volta das 6h para que possíveis emergências médicas pudessem ser atendidas.

Os manifestantes querem a reabertura das negociações salariais, protestam contra o corte do ponto e a possibilidade de transferência do Hospital Universitário para a administração municipal.

Protestos na USP:

Desde o dia 4 de agosto, eles protestam contra o desconto dos dias parados. Cerca de 300 funcionários grevistas fecharam a entrada da reitoria e bloquearam também: o Centro de Práticas Esportivas, ao Departamento de Tecnologia e Informação, à Administração Central e à Prefeitura do Campus. Os restaurantes centrais e as três creches também foram fechados. Na terça-feira (5), manifestantes acamparam no campus.


Greve mais longa dos últimos dez anos
A greve de docentes e funcionários começou em 27 de maio e já é a mais longa dos últimos dez anos. As três categorias da USP reivindicam a derrubada do congelamento de salários proposto pelos reitores da USP, da Unesp e da Unicamp, que negociam com os sindicatos por meio do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Em 3 de setembro, está prevista uma reunião para mais uma rodada de negociações entre as representantes das universidades  e os sindicatos dos trabalhadores.

Nesta segunda-feira, algumas unidades da USP voltaram às aulas, mas outras permaneceram em greve. Foi o caso da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde os professores realizaram debates com os estudantes dos cursos para apresentar os motivos da greve e um calendário de aulas públicas e debates durante a semana.

Categoria: Brasil, Educação
Tags: Protestos na USP, USP

voltar para Notícias

show normalcase tsN left fwR|show tsN left fwR|left fwR show|||image-wrap|news login c10 fwB fsN|normalcase uppercase fwB c10|c10 fwB|news login normalcase uppercase fwB c10|tsN normalcase uppercase c10 fwB|normalcase uppercase c10|content-inner||